Duda Penso é ouro no BMX Freestyle e Bala Loka leva a prata em Rafaela
A brasileira cravou 78 na primeira das duas voltas e fechou a conta antes da segunda descida. No masculino, 1,33 separou o ouro da prata.
A brasileira Eduarda Bordignon, a Duda Penso, é a campeã sul-americana do BMX Freestyle Park. Em Rafaela, na Argentina, ela cravou 78 na primeira das duas voltas da final e tirou a disputa do alcance das adversárias antes mesmo de descer a segunda vez. Poucos minutos depois, no masculino, Gustavo Batista de Oliveira, o Bala Loka, seu namorado e parceiro de treinos, ficou com a prata.
A volta que decidiu antes da segunda
A final feminina do BMX Freestyle Park é decidida em duas voltas de um minuto, e vale a melhor nota. Duda abriu com 78 exatos e ninguém alcançou. Quando chegou a vez da segunda descida, a conta já estava fechada, e ela usou o tempo para tirar da gaveta uma manobra que nunca tinha arriscado em competição.
“Na segunda volta, já sabia que tinha vencido, desci felizona e fiz uma manobra que eu ainda não tinha feito em competição e já tinha combinado com o Paulinho”, contou, sobre o treinador Paulo Saçaki.
Um minuto de volta parece pouco de fora, e é o ponto mais difícil da modalidade, porque a nota castiga qualquer queda de ritmo no meio do caminho.
“Estamos muito focados em entregar voltas sólidas, com boas manobras do início ao fim, que é a parte mais difícil do BMX. De fora, um minuto parece pouco, mas na real quando você está dentro da pista, um minuto é uma eternidade”, explicou a atleta, de 26 anos.
Quem ela bateu no pódio
O peso da medalha vem de quem ficou atrás. A prata foi da chilena Macarena Pérez Grasset, vice-campeã mundial em 2019, duas vezes finalista olímpica e a dona do ouro na edição anterior dos Jogos, em Assunção 2022. Ela marcou 75 na segunda volta.
O bronze ficou com a colombiana Lizsurley Villegas, quinta colocada no Mundial de 2019, com 73,67. As duas voltas dela foram boas, e ainda assim a diferença para a brasileira não caiu abaixo de quatro pontos.
Era a estreia de Duda em Jogos Sul-Americanos. A modalidade, não: o BMX Freestyle Park já estava no programa de Assunção 2022, onde o próprio Bala Loka subiu ao pódio de bronze.
No masculino, 1,33 separou o ouro da prata
Bala Loka abriu com 94,67, nota que por alguns minutos valia o título. Aí veio o colombiano Luis Rincón, que tirou 96 na segunda volta e levou o ouro. O argentino Manuel Turone completou o pódio com 91,33.
O brasileiro chegou a tentar a nota do ouro na volta final, não encaixou o começo da manobra e preferiu não insistir. A decisão tem endereço: o Campeonato Mundial de Riade, na Arábia Saudita, marcado para o começo de novembro, é onde, segundo o Comitê Olímpico do Brasil, começam a ser distribuídas as primeiras vagas de Los Angeles 2028.
“Eu estava com visão de ouro, mas infelizmente a manobra não saiu como deveria sair e infelizmente fiquei com a prata. Achei melhor me manter seguro e partir para o Mundial da melhor maneira possível”, disse o atleta, de 23 anos, que foi o sexto colocado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o melhor resultado da história do Brasil na modalidade.
O casal que treina junto e subiu junto
Os dois moram e treinam em Maringá, no Paraná, junto com Paulo Saçaki, e foi a primeira vez que dividiram um pódio internacional no mesmo dia.
“É muito especial. A gente vive isso todos os dias juntos, na pista, em casa. Um ajudando o outro. Então acho que a conquista dele é a minha, a minha é a dele”, disse Duda.
O que vem agora
O calendário não dá folga. A próxima parada é a Copa do Mundo de BMX em Xangai, em outubro, seguida do Mundial de Riade, no começo de novembro. Depois disso ainda aparecem o Japão e o Pan-Americano no Chile antes do fim da temporada.
“Agora é ir para casa, tirar uns dias merecidos de descanso, voltar para os treinos com tudo e partir para a Ásia com tudo antes desse último tirão de 2026”, resumiu a campeã.
Perguntas frequentes
Quem ganhou o BMX Freestyle Park feminino nos Jogos Sul-Americanos de 2026?
A brasileira Eduarda Bordignon, conhecida como Duda Penso, com 78 pontos na primeira das duas voltas da final, disputada em 15 de setembro de 2026 em Rafaela, na Argentina. A prata ficou com a chilena Macarena Pérez Grasset, com 75, e o bronze com a colombiana Lizsurley Villegas, com 73,67.
Como funciona a pontuação do BMX Freestyle Park?
A atleta faz duas voltas de um minuto cada e vale a melhor nota das duas, não a soma. Por isso Duda já estava garantida antes da segunda descida: os 78 da primeira volta ninguém alcançou. Os juízes avaliam altura, dificuldade, variedade e execução das manobras, e a nota cai quando o ritmo quebra no meio da volta, que é o ponto mais difícil da modalidade.
O BMX Freestyle estreou nos Jogos Sul-Americanos em 2026?
Não. A modalidade já estava no programa de Assunção 2022, onde o brasileiro Gustavo Bala Loka ficou com o bronze no masculino e a chilena Macarena Pérez levou o ouro no feminino. O que estreou em 2026 foi a Duda Penso, que disputava Jogos Sul-Americanos pela primeira vez.
Quem é Gustavo Bala Loka?
Gustavo Batista de Oliveira, de 23 anos, é o principal nome masculino do BMX Freestyle brasileiro e namorado e parceiro de treinos da Duda Penso. Ficou em sexto nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, melhor resultado da história do Brasil na modalidade, e em Rafaela levou a prata com 94,67, atrás do colombiano Luis Rincón, que fez 96.
Quais são as próximas competições da dupla em 2026?
A Copa do Mundo de BMX em Xangai, em outubro, e o Campeonato Mundial de Riade, na Arábia Saudita, no começo de novembro. Segundo o Comitê Olímpico do Brasil, é no Mundial que começam a ser distribuídas as primeiras vagas por país para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Depois disso ainda aparecem o Japão e o Pan-Americano no Chile.

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