Como é o mundial de kitesurf nas ondas em Ibiraquera? Quando é, quem disputa e o que a praia ensina para a sua sessão
A etapa de Ibiraquera do circuito mundial de kitesurf nas ondas, a GKA Kite-Surf World Cup, tem janela de 5 a 13 de novembro de 2026, em Imbituba, Santa Catarina, com 25 mil euros em prêmios e transmissão ao vivo. É a penúltima parada do ano: a final da temporada, que coroa os campeões de 2026, vem logo depois, na Taíba, no Ceará.
É a modalidade mais parecida com o surfe dentro do kite: prancha de surfe, sem alça para os pés, e o vento usado para pegar e descer a onda. Para quem veleja no fim de semana, assistir a uma bateria é uma aula de leitura de mar. A gente juntou o que o circuito publicou sobre a etapa, como funciona a nota e o que a praia de Ibiraquera ensina para a sua sessão.
Quando é e como assistir à etapa de Ibiraquera?
A organização lista a etapa como confirmada, de 5 a 13 de novembro, com transmissão ao vivo e cobertura de TV internacional (página oficial da GKA). As datas são uma janela de espera: a prova só corre nos dias em que vento e onda permitem, e a decisão sai de manhã, na praia. Por isso vale acompanhar os canais do circuito antes de ir até lá.
| O quê | Detalhe |
|---|---|
| Prova | GKA Kite-Surf World Cup Ibiraquera |
| Janela | 5 a 13 de novembro de 2026 |
| Local | Ibiraquera, Imbituba (SC) |
| Prêmios | 25 mil euros |
| Transmissão | Ao vivo, pelos canais da GKA |
| Etapa seguinte | Taíba (CE), final da temporada |
Quem disputa o mundial de kitesurf nas ondas?
A modalidade Kite-Surf tem cinco etapas em 2026: Cabo Verde em fevereiro, Sylt na Alemanha em agosto, Dakhla no Marrocos em outubro e as duas brasileiras em novembro, Ibiraquera e Taíba (calendário da temporada, GKA). Os campeões mundiais que defendem o título são o brasileiro Pedro Matos e a francesa Capucine Delannoy.
Ibiraquera tem história recente com o Brasil. Em 2024, a praia estreou no circuito e decidiu o título: Gabriel Benetton ficou em segundo na etapa e foi campeão mundial ali mesmo, «nas águas de casa», segundo o relatório da GKA. O espanhol Matchu Lopes venceu a etapa masculina, e no feminino a australiana Yasmina Bujanow venceu, com a brasileira Sophia Abreu em segundo e Capucine Delannoy, em terceiro, garantindo o título mundial (relatório final de 2024, GKA).
| Ibiraquera 2024 | Masculino | Feminino |
|---|---|---|
| 1º na etapa | Matchu Lopes (ESP) | Yasmina Bujanow (AUS) |
| 2º na etapa | Gabriel Benetton (BRA) | Sophia Abreu (BRA) |
| 3º na etapa | Guilly Brandão (BRA) | Capucine Delannoy (FRA) |
| Campeão mundial do ano | Gabriel Benetton (BRA) | Capucine Delannoy (FRA) |
Como funciona a nota no kitesurf de ondas?
A disputa é em mata-mata: baterias, quartas, semifinal, disputa de terceiro e final. Cada atleta pega várias ondas na bateria, e contam as duas melhores notas, de 0 a 10 cada. Em 2024, Pedro Matos tirou 8,93 numa única onda, a maior nota da etapa, e Matchu Lopes somou 16,73 nas duas ondas que contaram para eliminar Matos nas quartas. Os juízes premiam manobra vertical na parede da onda, risco e criatividade, como os giros de 360 e as manobras de costas que deram a vitória a Lopes.
Repare na lógica: não vence quem pega mais ondas, vence quem escolhe as duas melhores e faz a manobra mais forte nelas. É o contrário do freestyle de lagoa, em que o salto é o centro da nota, como a gente explicou em como os juízes dão nota no freestyle.
Como é o mar e o vento de Ibiraquera?
O guia do circuito descreve um fundo de areia que funciona como uma onda de ponta: uma ilha em frente à praia molda o fundo e forma esquerdas e direitas que quebram a cerca de 200 m da areia. Sem pedra no caminho, a área a sotavento fica livre para quem cai.
| Condição | O que a GKA registrou |
|---|---|
| Vento | Mais comum de nordeste, podendo entrar de leste, sudeste ou sul. Nas semifinais de 2024, de 22 a 25 nós. |
| Ondulação | De 1 a 2,5 m, melhores meses de setembro a março |
| Fundo | Areia, sem pedra a sotavento |
| Temperatura do ar | Máximas de 27 °C e mínimas de 20 °C em outubro |
Em 2024 o vento virou para sul no último dia e a final masculina mudou de praia, para o norte, onde as esquerdas deram lugar às direitas. Para quem veleja, é o lembrete mais útil da etapa: em Ibiraquera, o vento sul muda o pico inteiro, e o lugar bom de manhã pode não ser o mesmo à tarde.
O que a etapa ensina para a sua sessão?
Três lições que valem para qualquer amador que quer sair da lagoa e começar a pegar onda com a pipa:
| Lição dos profissionais | Como levar para a sua sessão |
|---|---|
| Escolher a onda vale mais que pegar muitas | Fique parado no outside e espere a série. A onda certa rende mais que dez ondas pequenas. |
| O vento muda o pico | Confira a direção antes de entrar e depois de cada hora no mar. Vento que vira para a praia pede outra área. |
| Fundo de areia perdoa, mas corrente cansa | Combine um ponto de saída a sotavento e, se precisar voltar contra o vento, use o body drag. |
Quem for assistir na praia também pega sol o dia inteiro, porque bateria de onda não tem horário fixo. Leve água, chapéu e o Protetor Facial Sport FPS 50, e se for entrar no mar depois veja o kit completo na Guia Rosa V de Kitesurf. Depois de Ibiraquera, o circuito segue para a Taíba, onde sai o campeão de 2026, e a gente acompanha o resultado das duas etapas aqui no portal, como fez com o mundial de freestyle na Ilha do Guajiru.

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