Quem venceu o mundial de kitesurf na Ilha do Guajiru? O resultado da final de 2026 e o que o freestyle ensina para a sua sessão
Bruna Kajiya venceu a etapa da Ilha do Guajiru e fechou 2026 como campeã mundial de freestyle, o sétimo título mundial da carreira, segundo o GKA Kite World Tour. Entre os homens, o suíço Maxime Chabloz ganhou a final por uma fração de ponto e também levou o título da temporada. A decisão foi de 21 a 24 de outubro, em Itarema, no litoral oeste do Ceará, a 215 km de Fortaleza.
Quem venceu a final feminina na Ilha do Guajiru?
Bruna Kajiya. Ela abriu a final na frente com uma sequência firme de manobras e, nas palavras do relatório oficial do circuito, a execução limpa a deixou “muito difícil de alcançar”. A espanhola Claudia León subiu para o segundo lugar só na última rodada, a francesa Phoebe Rocher ficou em terceiro e Francesca Bagnoli em quarto.
| Posição na etapa | Feminino | Masculino |
|---|---|---|
| 1º | Bruna Kajiya (Brasil) | Maxime Chabloz (Suíça) |
| 2º | Claudia León (Espanha) | Karim Mahmoud (Egito) |
| 3º | Phoebe Rocher (França) | Anthar Racca (México) |
| 4º | Francesca Bagnoli | Erick Anderson (Brasil) |
Kajiya chegou ao Ceará como líder do ranking, depois de vencer as etapas da Alemanha e do México, e como hexacampeã mundial. Saiu com o sétimo.
Como foi a final masculina?
Decidida no último salto. Karim Mahmoud liderava desde a semifinal, onde acertou um Blind Slim to Blind de 9,4 pontos. Na rodada final, Maxime Chabloz encaixou um Slim 7 e passou o egípcio por uma fração de ponto. Para Mahmoud, o segundo lugar foi o melhor resultado da carreira. O campeão mundial de 2025, Finn Flügel, não viajou para o Brasil.
No ranking final da temporada, Chabloz ficou em primeiro, Mahmoud em segundo e o brasileiro Davi Ribeiro em terceiro. Entre as mulheres, Kajiya, León e a polonesa Martyna Konkel.
Como foram os brasileiros?
O Brasil entrou com sete atletas no masculino e no feminino, segundo o Diário do Nordeste. Além do título de Kajiya e do quarto lugar de Erick Anderson, o relatório do circuito conta estas histórias:
- Carlos Mário “Bebê”, atleta Rosa V, voltou a competir no circuito depois de várias temporadas fora e caiu na segunda rodada para Anthar Racca, que terminaria em terceiro na etapa, por 0,27 ponto. Conheça a trajetória dele na página do atleta.
- Davi Ribeiro saiu na terceira rodada por não completar uma das categorias de manobra obrigatórias, mas segurou o terceiro lugar do ano.
- Pedro Alexandre, cearense, chegou à primeira semifinal da carreira e caiu algumas vezes na bateria.
- João Lucas venceu a bateria da primeira rodada com 29,00 pontos e se machucou na primeira manobra da terceira rodada.
O que a final ensina para quem anda de kite?
Três coisas, e nenhuma depende de saltar como profissional.
Acertar vale mais que arriscar. Kajiya não ganhou com a manobra mais difícil da etapa, ganhou caindo menos. No sistema de notas do circuito, cada manobra recebe de 0,1 a 10 e a queda derruba a nota: explicamos os critérios em como os juízes dão nota no freestyle. Na sua sessão, a lógica é a mesma: repetir bem a manobra que você já tem rende mais progresso que tentar a próxima toda hora.
Variedade é regra, não enfeite. Davi Ribeiro tinha nível para ir longe e saiu por deixar uma categoria de fora. Quem treina sempre o mesmo salto cria um buraco que aparece no dia em que o vento muda. Se você ainda está no começo, o caminho passa por dar o primeiro salto com a borda certa.
Quatro dias de lagoa cobram a pele. Os atletas passaram de 21 a 24 de outubro no sol do litoral cearense, com a água e a areia devolvendo parte da radiação para o rosto. Lábio e nariz são os primeiros a queimar, porque o vento seca a pele e tira o protetor sem a gente perceber.
Para o lábio, que racha antes do resto, vale ter o Protetor Solar FPS 50 em Bastão no bolso do trapézio, e a linha completa para o esporte está em Guia Rosa V de Kitesurf.
Onde foi a etapa e quando volta o circuito?
A Ilha do Guajiru fica em Itarema, no Ceará, um ponto conhecido pelo vento constante e pela água lisa, segundo o Diário do Nordeste. A etapa fechou a temporada de freestyle de 2026 do GKA Kite World Tour. O calendário de 2027 ainda não foi publicado pelo circuito.
Fontes
- GKA Kite World Tour, “Champions Crowned at Ilha do Guajiru as Freestyle Season Ends in Style”, 24/10/2026: GKA Kite World Tour.
- GKA Kite World Tour, página oficial da etapa: GKA Freestyle Kite World Cup Ilha do Guajiru 2026.
- Diário do Nordeste, “Final do Circuito Mundial de Kitesurfe atrai 15 mil pessoas à Ilha do Guajiru, no Ceará”, 19/10/2026: Diário do Nordeste.
- Diário do Nordeste, “Brasil no Mundial de Kitesurf: veja os brasileiros que disputam o GKA World Kite Fest 2026”: Diário do Nordeste.
Perguntas frequentes
Quem venceu o mundial de kitesurf na Ilha do Guajiru em 2026?
Bruna Kajiya venceu a etapa feminina e o título mundial de freestyle de 2026, o sétimo da carreira. No masculino, venceu o suíço Maxime Chabloz, que também foi campeão da temporada.
Quantos títulos mundiais tem Bruna Kajiya?
Sete. Ela chegou à Ilha do Guajiru como hexacampeã e liderando o ranking de 2026, depois de vencer as etapas da Alemanha e do México, e saiu com o sétimo título.
Como foram os brasileiros na etapa da Ilha do Guajiru?
Além do título de Bruna Kajiya, Erick Anderson foi quarto no masculino. Davi Ribeiro caiu na terceira rodada por não completar uma categoria obrigatória, mas terminou o ano em terceiro no ranking. Pedro Alexandre chegou à primeira semifinal e Carlos Mário “Bebê”, atleta Rosa V, caiu na segunda rodada por 0,27 ponto.
Onde fica a Ilha do Guajiru?
Em Itarema, no litoral oeste do Ceará, a cerca de 215 km de Fortaleza. O lugar é conhecido pelo vento constante e pela água lisa.

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